quarta-feira, 11 de março de 2009

Diferentes até dormindo


As diferenças de comportamento entre homens e mulheres não se manifestam apenas quando estão acordados. Um estudo feito na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) mostrou que cada sexo tem um padrão de sono distinto. A pesquisa mostrou que eles adormecem mais rapidamente que elas, mas seu sono é mais perturbado por roncos. O estresse diurno e os hormônios são possíveis causas para essas disparidades. A pesquisa envolveu pesquisadores do Instituto do Sono e do Departamento de Psicobiologia da Unifesp e foi realizada em 2006 com 1150 homens e 815 mulheres entre 18 e 80 anos. “As constantes apneias fazem com que os homens fiquem mais tempo nas fases iniciais do sono, que não são tão reparadoras quanto as mais avançadas”, explica a fisioterapeuta Andressa da Silva, mestranda em psicobiologia e autora principal do estudo, publicado no Brazilian Journal of Medical and Biological Research. Um maior índice de sonolência diurna também foi percebido entre eles, o que pode ser explicado pelo sono superficial e entremeado por apneias. Os resultados mostram que os homens demoraram, em média, 20 minutos para dormir – cinco a mais do que as mulheres. Em compensação, os pesquisadores constataram que elas permanecem mais tempo nas fases mais profundas do sono, tendo um repouso mais reparador. O grupo também concluiu que elas têm mais queixas de insônia que eles. As flutuações hormonais podem ser uma das causas, pois tornam as mulheres mais ansiosas. “Mas essa insônia também pode ser psicossocial, ou seja, causada pelo estresse cotidiano e pela dupla jornada de trabalho, por exemplo”, afirma Silva. Queixas comprovadas Os resultados foram obtidos por meio da análise de um questionário aplicado aos pacientes e de uma polissonografia — exame que registra, por meio de sensores aplicados no corpo, a atividade elétrica cerebral, a respiração, o movimento dos olhos, a atividade muscular, a oxigenação sanguínea e o batimento cardíaco, entre outros. Segundo Silva, o estudo comprovou cientificamente as maiores queixas encontradas na análise do questionário distribuído, em que 13% das mulheres reclamavam de insônia, e 81% dos homens, de roncos exagerados. “Os resultados da pesquisa poderão dar mais parâmetros aos médicos no diagnóstico de seus pacientes com distúrbios de sono”, avalia.
O artigo que apresenta os resultados do estudo está disponível na internet. Além de Andressa da Silva, assinam o trabalho os psicobiólogos Monica Levy Andersen, Sergio Tufik, Lia Bittencourt e Marco Tulio de Mello, todos da Unifesp.
Isabela Fraga
Ciência Hoje On-line 10/03/2009

sexta-feira, 6 de março de 2009

A supervisão da biossegurança nacional - CTNBio é órgão que monitora produtos gerados a partir da engenharia genética no país


A Lei de Biossegurança (Lei 8974), de 1995, estabelece diretrizes para o controle dos produtos originados pela tecnologia do DNA recombinante e prevê a instituição de um órgão para fiscalizar esses produtos. Compete à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio), vinculada ao Ministério da Ciência e Tecnologia e criada em agosto de 2001, emitir parecer sobre a segurança dos OGMs e seus derivados. A lei exige a apresentação do Certificado de Qualidade em Biossegurança, expedido pela CTNBio, para pesquisas com OGMs, definidos como organismos cujo material genético tenha sido modificado por qualquer técnica de engenharia genética.

Símbolo da biossegurançaA CTNBio mantém cadastro de todas as Instituições e profissionais que realizam atividades relacionadas a OGMs e publica no Diário Oficial da União o resultado dos processos que lhe forem submetidos a julgamento. "Desde o início de suas atividades, foram cerca de 1000 processos avaliados pela CTNBio", esclarece Cristina Possas, secretária-executiva do órgão.
A lei de biossegurança determina que toda entidade que adotar técnicas e métodos de engenharia genética deverá criar uma Comissão Interna de Biossegurança (CIBio), que deve manter informadas as pessoas suscetíveis de serem afetadas pela atividade e também estabelecer programas preventivos e de inspeção. As CIBios devem inspecionar e atestar a segurança de laboratórios, manter registro de cada atividade envolvendo OGMs e manter a CTNBio a par do andamento da pesquisa. Recomenda-se a inclusão na CIBio de no mínimo uma pessoa leiga, preparada para considerar os interesses mais amplos da comunidade.
Cabe ao órgão ambiental exigir um estudo de impacto ambiental de projetos que envolvam a liberação de OGMs no meio ambiente (essa competência faz parte do Licenciamento Ambiental e está no âmbito do Conama/Ibama). A CTNBio realiza a avaliação caso a caso, com a participação de cientistas indicados pelas principais universidades e institutos de pesquisa do país. Caso seja verificada a existência de riscos graves para a saúde de homens ou animais, para plantas ou o meio ambiente, a CTNBio informa aos órgãos de fiscalização para a paralisação imediata da atividade.
Possas ressalta que existem excelentes especialistas em biotecnologia e biossegurança no país, mas admite que a demanda é grande e que é preciso intensificar a formação de novos especialistas. Segundo a secretária executiva, a CTNBio tem feito grande esforço para capacitar recursos humanos qualificados. "Em colaboração com o CNPq, a CTNBio apóia financeiramente cursos de pós-graduação em biossegurança em universidades de todo o país. No momento estão sendo realizados entendimentos com os ministérios responsáveis pelos órgãos de fiscalização (Agricultura, pecuária e abastecimento, Saúde e Meio ambiente) para que a capacitação de recursos humanos na fiscalização dos organismos geneticamente modificados e seus derivados seja permanente."


Raquel Aguiar

especial para a CH on-line

28/10/02

Os perigos da uva...Pesquisadores constatam elevado nível de intoxicação em vinicultores gaúchos !!!


Um estudo inédito sobre o efeito de agrotóxicos em vinicultores do Rio Grande do Sul revelou altos índices de intoxicação. Análises feitas em 108 trabalhadores rurais da região nordeste do estado mostraram que todos apresentam danos em seu material genético. A pesquisa, que resultou de uma parceria entre a Universidade de Caxias do Sul (UCS) e a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), foi publicada recentemente na revista internacional Mutagenesis. “Selecionamos para o estudo agricultores que trabalhavam com agrotóxicos há cerca de 30 anos”, diz a primeira autora do estudo, a geneticista Juliana da Silva, atualmente no Programa de Pós-graduação em Genética e Toxicologia da Universidade Luterana do Brasil, em Canoas (RS). A ideia era estudar os efeitos dessa exposição e avaliar os danos celulares que os trabalhadores vêm sofrendo. Para isso, os pesquisadores analisaram o perfil genético de cada um dos produtores rurais. Foram utilizados três tipos de testes: o de mutagênese (para detectar lesões permanentes no DNA), o de estresse oxidativo (para detectar lesões oxidativas no DNA) e o de genotoxicidade (para detectar danos genéticos causados por fatores externos). Os resultados não foram animadores. “Constatamos que, em média, 11% das células de cada agricultor apresentavam algum tipo de lesão no material genético”, conta Silva. Além disso, quase todos tinham cerca de seis vezes mais lesões no DNA do que os indivíduos do grupo controle (que não estiveram expostos à ação de agrotóxicos). “Por meio de análises sanguíneas, observamos que 51% dos produtores rurais apresentavam valores de estresse oxidativo acima dos padrões normais”, acrescenta. Problemas reprodutivos também foram identificados em cerca de 18% dos indivíduos testados. Segundo Silva, um resultado curioso do estudo foi a constatação de que alguns agricultores são geneticamente menos vulneráveis à ação de organofosforados – o tipo mais perigoso de agrotóxicos. “Algumas pessoas têm um gene capaz de ‘metabolizar’ melhor o agrotóxico”, diz. Outras, entretanto, apresentam um genoma que as torna mais suscetíveis, capazes de se intoxicar com facilidade. A exposição a agrotóxicos pode causar muitos efeitos danosos à saúde humana, como leucemia, câncer de bexiga, problemas neurológicos, imunológicos ou endócrinos. Equipamentos de segurança Os pesquisadores advertem que a negligência quanto ao uso de equipamentos de segurança – máscaras, luvas e roupas especiais – é a principal responsável pelos danos genéticos. “O mais difícil não é convencer os produtores rurais a usar esses equipamentos. Eles até usam. Difícil é convencê-los a usar da maneira correta.”



Agricultor aplica fungicida em parreirais no interior de Caxias do Sul (RS). Foto: Luiz Chaves / Correio Riograndense. Um dos problemas mais sérios é o uso inadequado da máscara. De acordo com Silva, os produtores costumam usar, indevidamente, um tipo de máscara com filtro externo. “Quando é externo, o filtro absorve parte do veneno pulverizado até se saturar e, após um tempo, fica totalmente encharcado. Assim, o agricultor não pode respirar e se vê obrigado a tirar o equipamento, ficando totalmente exposto e respirando o agrotóxico pulverizado.” As máscaras com filtros internos – as mais indicadas – custam bem mais caro. “Então, mesmo que o agricultor tenha consciência de que precisa dela, nem sempre ele terá dinheiro para comprá-la.” A pesquisadora conta que, às vezes, até fraldas de bebê são usadas como máscara. Cabe lembrar ainda que o nordeste do Rio Grande do Sul é uma região serrana. Assim, as áreas onde os produtores plantam uva são normalmente encostas de morros. E a fruta é colhida no verão, quando faz muito calor. “Nessas condições é difícil convencer os agricultores a usar um equipamento quente e pesado o dia inteiro, subindo e descendo morro. É uma tarefa difícil”, confessa Silva. Pesquisa acadêmica com relevância social A geneticista destaca o comprometimento social de sua pesquisa. “Desde o início do trabalho, em 2003, atuamos em parceria com os sindicatos rurais”, conta. Não seria possível conscientizar os agricultores sem o auxílio dos sindicatos, que, segundo ela, têm feito um excelente trabalho. Como forma de complementar o trabalho acadêmico, os pesquisadores têm ministrado palestras para pequenos agricultores. Além disso, os resultados do trabalho foram utilizados como instrumento para campanhas de conscientização promovidas pelo sindicato, que incentivam o uso de equipamentos de segurança e de um sistema de rodízio para a aplicação de agrotóxicos nas propriedades. Apesar desses esforços, a situação continua grave, pois o grau de intoxicação dos agricultores ainda é alto. Para Silva, os resultados obtidos são preocupantes – ainda mais se considerarmos que estamos falando de agricultores do nordeste do estado, que têm maior grau de conscientização. “Em outras regiões, a situação é ainda pior!”




Henrique Kugler


Especial para CH On-line (PR)


02/03/2009

POR DENTRO DAS CÉLULAS



Festa rave na região metropolitana de Belo Horizonte. O consumo de ecstasy se disseminou em festas desse tipo na Europa a partir dos anos 1980 (foto: Cid Costa Neto). Passar noites e, muitas vezes, dias seguidos ouvindo música eletrônica e dançando ao ar livre juntamente com centenas de pessoas é um costume que tem atraído cada vez mais jovens. Contudo, mesmo os mais aficionados por essas festas recorrem, muitas vezes, a algo que lhes dê um aporte extra de energia. O “combustível” para muitos desses jovens é um comprimido colorido conhecido como “a pílula do amor” ou ecstasy – palavra inglesa para arrebatamento, êxtase e transe místico. Contudo, essas denominações são enganosas, pois o uso dessa droga tem causado uma série de mortes e problemas de saúde para aqueles que insistem nessa viagem. O ecstasy (também conhecido como XTC ou E) é a denominação popular de um dos membros de uma família de drogas relacionadas com a anfetamina (feniletilamina) e que se disseminou em festas rave que surgiram no rastro da popularização da dance music europeia a partir da década de 1980. Conhecida pelos químicos como 3,4-metilenodioximetanfetamina (MDMA), essa substância possui uma história mais longa do que a maioria das pessoas suspeita. Embora seja frequentemente citado como uma droga criada recentemente, o ecstasy foi de fato sintetizado no início do século 20, tendo sido patenteado nos Estados Unidos em 1914 pela indústria farmacêutica Merck. Devido ao parentesco bioquímico com as anfetaminas, a droga foi testada inicialmente como supressor de apetite, mas acabou não tendo seu uso licenciado. Após ter sido ignorado por quase 60 anos, o ecstasy passou novamente a ser testado em estudos laboratoriais envolvendo animais na década de 1970, juntamente com alguns análogos da mescalina, um alucinógeno. Nessa época, ele também passou a ser empregado experimentalmente no tratamento de desordens psiquiátricas, substituindo o LSD empregado anteriormente nesses estudos. Voluntários desses experimentos relatavam que o ecstasy produzia “um estado alterado de consciência com implicações sensuais e emocionais”. Popularidade e morte Durante a década de 1980, o ecstasy tornou-se uma droga popular nos Estados Unidos e Europa – principalmente Espanha e Holanda –, sendo sintetizado ilicitamente por vários laboratórios. Como resultado dessa disseminação, as primeiras mortes relacionadas com o uso da droga foram relatadas nos Estados Unidos em 1987 e na Inglaterra em 1991. Foi somente após o aumento da ocorrência de mortes de usuários que essa substância ganhou notoriedade na imprensa e passou a ter seu tráfico e uso combatidos na maioria dos países. Porém, embora os efeitos agudos do consumo de ecstasy sejam atualmente frequentes, essa droga é considerada – de forma equivocada – por muitos como relativamente inofensiva, talvez por ser aparentemente menos danosa que a heroína, a cocaína, o crack ou o álcool.

Comprimidos coloridos de ecstasy apreendidos nos Estados Unidos (foto: US Drug Enforcement Administration). Muitos usuários do ecstasy afirmam que as mortes associadas ao seu uso são acidentais e que teriam ocorrido, na verdade, devido à ingestão exagerada de álcool e outras drogas. Outra versão comum alega que esses “acidentes fatais” teriam ocorrido devido a contaminantes presentes nas pílulas. Porém, análises laboratoriais indicam que as fatalidades estão diretamente relacionadas aos efeitos da droga sobre usuários mais sensíveis ou devido a uma superdosagem, uma vez que os seus usuários consomem frequentemente 4-5 comprimidos em poucas horas. A eliminação de pequenas doses de ecstasy pode levar de 3 a 5 horas. Contudo, a ingestão de doses maiores (100-125 mg) pode aumentar a meia-vida dessa droga no organismo para até 8-9 horas e elevar suas concentrações plasmáticas de forma desproporcional. Assim, pequenos aumentos na dosagem consumida (a ingestão, por exemplo, de duas ou três pílulas, em vez de uma) podem causar um aumento dramático nas concentrações da droga e em seus efeitos tóxicos. Na última década, por exemplo, foram relatadas cerca de 200 mortes causadas por ecstasy somente na Inglaterra. Além disso, o uso dessa droga causa efeitos agudos e crônicos que podem levar ao surgimento de problemas neurotóxicos e a danos cerebrais irreversíveis. Aumento no consumo Análises conduzidas nos Estados Unidos e na Europa indicam que o consumo de ecstasy tem se expandido nos últimos anos. Estima-se que cerca de dois milhões de doses sejam ingeridas a cada semana e acredita-se que apenas no Reino Unido cerca de 4% dos adultos jovens (15-34 anos) tenham utilizado essa droga no último ano. Por outro lado, a repressão ao consumo tem se mostrado ineficiente – estima-se que as apreensões cubram menos que 10% da quantidade comercializada. Devido à oferta excessiva, os preços do ecstasy são relativamente baratos, contribuindo assim para a sua disseminação entre os usuários de drogas. Em alguns casos essa droga acaba se convertendo em uma iniciação para o uso de outras, como maconha, cocaína e álcool. Além disso, muitos dos usuários de ecstasy têm tendência a consumir outras drogas simultaneamente. Alguns usuários desenvolvem ainda tolerância a essa droga, necessitando de doses maiores para obter o mesmo efeito, um comportamento que claramente aumenta as chances de ocorrência de problemas futuros. Os efeitos farmacológicos e clínicos do ecstasy ainda são pouco compreendidos pela ciência. Sabe-se que essa droga possui efeito estimulante, como as outras anfetaminas e metanfetaminas. Contudo, parece que essa substância, embora não cause alucinações visuais ou auditivas, também apresenta alguns efeitos alucinógenos similares aos do LSD, associados principalmente com alterações na consciência. Usuários da droga afirmam sentir delírios e aumento na sua capacidade comunicativa e de interações sociais. Além disso, essas pessoas comumente associam o uso do ecstasy com melhorias em seu humor, aumentos na energia emocional, física e sexual e ausência de apetite. Ação sobre o organismo.

Animação de uma molécula de metilenodioximetanfetamina, nome técnico do ecstasy (arte: Wikimedia Commons). A principal ação farmacológica do ecstasy envolve a liberação de serotonina, um neurotransmissor associado com sensações de prazer. Entretanto, o uso da droga leva ao esgotamento dessa via metabólica e a um estado depressivo no dia seguinte ao consumo. Além disso, o uso prolongado causa a degeneração dos neurônios produtores desse mensageiro químico, fazendo com que os usuários dessa droga tenham que consumir doses cada vez maiores para obter os mesmos efeitos. Além disso, usuários constantes sofrem de problemas cognitivos como déficit de atenção e perda de memória, dificuldades de aprendizado e depressão. O uso de ecstasy estimula a liberação de outro neurotransmissor conhecido como dopamina, relacionado com aumentos nos batimentos cardíacos e na pressão sanguínea. A dopamina também está relacionada com aumento da cognição, atividade motora, aprendizagem, motivação, estímulo do sistema de recompensa cerebral e controle motor. Elevações nas concentrações desse neurotransmissor estão associadas com a ocorrência de algumas doenças como mal de Parkinson. Estudos nos quais foram administradas doses reduzidas de ecstasy a voluntários indicaram a ocorrência de elevações na pressão sanguínea, nos batimentos cardíacos e na temperatura corporal. Dilatações das pupilas (midríase), dores de cabeça, boca seca, insônia, espasmos e dores musculares, náuseas, perdas de concentração e sudorese também já foram descritas. No organismo, o ecstasy é convertido em compostos inativos excretados pela urina. Contudo, parte da droga consumida é transformada em compostos ativos como as quinonas, que podem causar danos cerebrais e hepáticos. As causas mais comuns de morte associada ao consumo de ecstasy são ataques cardíacos e suas complicações (por exemplo, desregulação do processo de termorregulação corporal), edema cerebral, diminuição da concentração de sódio (hiponatremia), distúrbios nos ritmos cardíacos, falhas do fígado e derrames cerebrais. Portanto, apesar de ainda não conhecermos a totalidade dos efeitos nocivos do ecstasy, já possuímos informações suficientes para afirmar que a famosa pílula colorida pode levar os seus usuários a uma viagem sem volta e que as consequências de sua ingestão podem ter implicações definitivas para a saúde de seus consumidores.
Jerry Carvalho Borges
Universidade do Estado de Minas Gerais
06/03/2009